Sobre a Febraplan

FEBRAPLAN – União para o crescimento do setor de saúde suplementar e a oferta de mais serviços à população

A Federação Brasileira de Planos de Saúde (FEBRAPLAN) nasceu para unir e fortalecer as operadoras. O grupo é intermodal e pretende, em parceria com as outras entidades representativas, dar ressonância às aspirações do segmento nos debates necessários para o avanço da atividade. A conquista dessa representatividade é essencial.

O Brasil vive um paradoxo na área de saúde, um serviço essencial para a qualidade de vida da população. Ao mesmo tempo em que o Sistema Único de Saúde (SUS) enfrenta dificuldades crescentes para garantir a qualidade do atendimento aos usuários, pressionado principalmente pela falta de recursos, o campo privado da saúde suplementar apresenta desequilíbrios que comprometem sua estabilidade e, principalmente, impedem seu crescimento. Pior: nos últimos anos, a adoção de políticas que não levam em conta a situação das operadoras (aí abrangidas as mais variadas modalidades de atendimento) resulta em um tratamento desigual entre os atores envolvidos no segmento (hospitais, indústria de medicamentos e/ou órteses e próteses, Governo, SUS, operadoras) e provoca a retração da oferta de serviços.

Os 23 meses entre julho de 2015 e junho passado, mostram dados da ANS, 2,48 milhões de brasileiros deixaram de ter acesso aos serviços dos planos de saúde. Um fenômeno que aumenta ainda mais a pressão sobre o SUS e coloca em risco o futuro de todo um segmento econômico – as operadoras de planos de saúde -, hoje responsável pela oferta de serviços a um quarto da população brasileira.

O setor tem grandes desafios pela frente.

Tramita no Congresso Nacional a proposta de projeto de revisão das regras que regulam todo o setor. A Lei dos planos de saúde tem quase 20 anos e uma atualização é necessária e válida. Mas não será bem-sucedida – e justa – se não levar em conta as necessidades, demandas e especificidades das operadoras de planos de saúde. O setor de saúde suplementar carece de uma regulação completa, que abarque todos os envolvidos – e não fique restrita, como ocorre hoje, à normatização apenas da atuação das operadoras.